Respostas às perguntas que um dia eu fiz...



Antes de começar qualquer viagem, é normal a gente ter muitas dúvidas e começar a busca por informações.
Hoje em dia, a internet facilita a nossa vida muito. Basta jogar uma palavra chave no google e um mundo de informações aparecem em nossa tela.
Quando iniciei o planejamento para o projeto Uma pedalADA pela América, eu passava horas lendo blogs e acompanhando viagens de várias pessoas. Muitas dessas pessoas eu tive a sorte de conhecer, e se tornaram amigos.
Confesso que eu enchi a paciência de muita gente antes de começar a viagem, vou citar alguns nomes: Antônio Olinto e Rafaela do projeto Cicloturismo Brasil, Carol Emboava do projeto Giramérica, Beto Ambrósio do projeto Vestígio de Aventura, Ana e André do projeto Pedarilhos.
Gente, eu mandei foi e-mail pra eles perguntando coisas, viu!!!! De tudo um pouco eu perguntei…
Enfim, então pensei: porque não, agora depois desta linda experiência vivida, eu responder às perguntas que um dia eu fiz? Achei que seria uma boa ideia. 


Então aí vão algumas de minhas dúvidas respondidas por mim mesma!!!  

  • Roteiro:  Sei mais ou menos o roteiro que quero fazer...digo mais ou menos porque sei os países que pretendo visitar e estou traçando algumas cidades que quero ir...mas aquele roteiro diário, isso a gente só consegue fazer estando na estrada, não é mesmo? O que fiz foi planejar uma média de km que quero percorrer mês (que também pode sofrer alteração), pensei em algo como 1300 KM por mês...pedalando uns 20 dias no mês teria uma média de  65km/dia...acho  um tanto quanto razoável...pode parecer pouco, mas vou adaptando de acordo com o planejamento diário...pode ser que em algum dia percorra mais e outros menos...é que quero viajar, mas também desfrutar dos lugares por onde passar :) Como você faz seu planejamento em longas viagens? O que acha desse meu plano?


Resposta: Gente, quando eu comecei a viagem eu fiz um mapa e marquei nele os locais que eu gostaria de visitar. Mas na verdade eu não sabia como chegaria a cada um deles. Qual caminho eu iria percorrer.
Eu confesso que nos primeiros 2000 km eu consegui me planejar bem. Eu tinha certo de onde eu sairia e onde eu provavelmente dormiria, dia a dia. Fazia o planejamento por trechos. Tendo como meta pedalar pelo menos 1000 km por mês. Meu maior medo era não conseguir chegar a uma cidade/povoado, e , as vezes, eu pedalava muito, tendo um dia extremamente cansativo apenas para chegar a um local que eu pensava que era seguro pra passar a noite.
Durante a viagem encontrei outros cicloviajantes pelo caminho, e tive a sorte de viajar com alguns por muito tempo. Isso foi uma experiência enriquecedora. Eu aprendi que não precisava ter tanta pressa, passei a aproveitar mais o caminho e percebi que incrivelmente o universo conspirava e as coisas boas aconteciam. Nós, quase nunca tínhamos um planejamento, apenas saíamos e pedalávamos até um horário do fim do dia em que ainda tivesse sol e um bom tempo pra montar acampamento ou buscar um local pra dormir. E, depois, mesmo viajando sozinha fazia isso. Acordava, pedalava tranquilamente, fazia pausas durante o dia e lá pelas quatro da tarde começava a busca por um local seguro e tranquilo pra dormir. E, passei a preferir dormir em casas na beira da estrada mesmo, ao invés de cidades. Nas cidades tudo é mais complicado, as pessoas são por natureza mais desconfiadas. Nas casinhas de beira de estrada era difícil eu receber um não. E sempre eram locais seguros onde podia tranquilamente colocar minha barraca ou rede, tinha água por perto pra cozinhar e quase sempre pra tomar banho. E ainda, tinha contato com os moradores locais, que sempre me ensinavam algo novo. A convivência com essas pessoas foi algo impressionante de lindo.
Mas, voltando ao roteirão...no final da viagem ele teve um desenho bem diferente do inicial. Ficou bem mais longo que o previsto, e eu passei por lugares que eu não imaginava que passaria. Isso aconteceu, pois o roteiro se desenhou no meu caminhar, ou melhor pedalar. Eu ia perguntando às pessoas sobre as coisas que eu encontraria pela frente, pedia dicas. Escutava as pessoas e, escutava também o meu coração, e assim pude desenhar todo meu caminho.


        Expectativa
      REALIDADE



  • Manutenção da Bike: este item me preocupa, como vc fez com a manutenção da bike numa grande viagem? Eu tenho conhecimentos básicos de mecânica, sei trocar pneu, corrente e raio (nunca fiz, mas acho que se precisar consigo). Comprei uma daquelas maquininhas de limpar corrente...Sei trocar as pastilhas do freio (uso freio a disco e resolvi que vou com eles mesmo, pois não tenho mais segurança com os freios v-brake, mesmo sabendo que a manutenção é mais complicada). Mas minha dúvida é com aquelas revisões gerais...você fazia, ou só fazia quando dava algum problema na bike? Recomenda fazer a cada quantos km? E a corrente, lembro que no seu livro de volta ao mundo você comenta que fez um esquema de revezamento de correntes, que aumentou em muito a vida útil da relação...confesso que procurei artigos ou gente falando sobre isso e não achei*...(e como dei de presente seu livro não tive como ver de novo)!


Resposta: Toda história vai começar assim: no começo da viagem fazia isso, isso e isso...mas depois, dei uma relaxada… E com a manutenção da bike foi a mesma coisa. No começo, sempre que dava uns 1000km eu limpava a bike, lubrificava, fazia o revezamento de corrente. Verificava as pastilhas de freio e em caso de necessidade as trocava. Nunca tive que fazer nada muito complicado, só o básico mesmo.
Mas em alguns momentos precisei fazer uma revisão mais completa com alguma pessoa mais entendida do assunto, com verificação de todos os itens. A primeira aconteceu quando eu tinha uns 6000km. Tive que trocar a parte central onde fica o pé de vela e também as pastilhas de freio. Depois com uns 12.000 km fiz a mesma coisa, tive que trocar essa mesma peça, cabos de freio, um raio quebrado. Troquei novamente as pastilhas de freio. Com 15000km, na Colômbia, fiz uma revisão que olhou tudinho. Essa daí eu lembro que saiu cara a brincadeira, mas a Branquinha parecia nova...era a sensação do primeiro dia em que pedalei nessa lindeza. Troquei cassete, uma parte da coroa, cabos, coloquei uma corrente nova. Neste momento parei de fazer revezamento de correntes. Em Manaus, troquei os pneus, que já estavam pedindo arrego, com mais de 17000km cada um deles.
Fui fazer outra revisão só no Brasil em Natal com 20.000km e depois ganhei uma revisada da bike já quase chegando em casa com mais de 22.000km.
Resumindo então, fiz sim,com mais frequência no início, a limpeza e manutenção básica e no decorrer da viagem umas 6 revisões mais completas. Afinal foram praticamente 2 anos e quase 23,000km de pedal. É preciso cuidar bem da atriz principal deste processo.
*Sobre revezamento de correntes, depois encontrei no site Pedarilhos um artigo que vale a pena. Aliás, a Ana e o André fazem ótimas publicações sobre vários temas relacionados ao cicloturismo, vale a pena conferir!!!

  • Suspensão: recentemente vi um artigo seu falando que optou por não usar suspensão na bike (isso mesmo?) Porque você optou por isso? Mesmo em estrada de terra você acha que é melhor? Qual garfo pra Mountain bike você recomendaria? Tenho que trocar minha suspensão antes da viagem, então estou vendo se opto por trocar mesmo a suspensão ou não usá-la!


Resposta: acabei viajando com minha mountain bike e com suspensão mesmo. Achei bem útil nas estradas de terra. Mas confesso que chegou um momento em que eu até esqueci que ela existia, então nem lembrava se abria ou não a suspensão. Mas ainda prefiro com suspensão. Nunca testei sem.

  • Bagagem: eu também li um artigo seu falando que agora vocês, mesmo em grandes viagens, vão só com alforjes traseiros...confesso que nunca usei alforge dianteiro ainda, mas até já comprei pensando nessa viagem...mas depois q li seu artigo acho que vou tentar organizar as coisas pra levar só o traseiro ... vamos ver se vou conseguir...espero que sim, meu medo é com relação ao contra peso da bike...acho que só mesmo testando pra ver né?


Resposta: Essa é boa. Nem que eu quisesse conseguiria colocar toda minha tralha só nos alforjes traseiros. Eu viajei com muita tralha. Talvez hoje eu faria diferente. Mas, fui com os 4 alforjes e com peso na garupa. Tinha praticamente 60kg de bicicleta e bagagens.  Em viagens mais curtas faria sim apenas com alforjes traseiros e com uma bolsa de guidão para os itens eletrônicos, acho suficiente. Mas numa viagem longa...acho que fica complicado. Mas hoje em dia tem pessoas viajando no estilo bikepacking, com o mínimo de equipamentos possível. Bom, o que vale é você sentir o que realmente importa pra você e verifica se vale a pena levar. E assim, cada um molda o seu estilo de viagem.

  • Gastos: Então, to me planejando com uma grana de R$ 70,00 por dia. Conversei com muita gente que disse que é suficiente. Pensei neste valor nao que eu queira gastar muito na viagem, mas é que quero ter uma viagem tranquila e segura...se eu estiver só, quero ao menos poder dormir com segurança...quando se está em casal sei que é mais fácil...os gastos são divididos...o que acha do valor, pra América acho que é uma quantia que me permite viajar com certa tranquilidade, o que acha?


Resposta: Nussasinhora da bicicletinha, hoje penso que este orçamento é bom demais da conta sô. rss… Pensei nesse orçamento para viajar por um ano, e com ele pude viajar 2.
Calma, não foi mágica,nem ganhei na loteria,  conto como isso aconteceu.
No decorrer da viagem percebi que podia viver com muito pouco. Gastava mais com comida e às vezes, com hospedagem. Nada de muito luxo. Mas sem passar nenhum perrengue também. E ainda conhecendo muitos lugares turísticos que tive vontade. No final, o meu custo médio ficou em 10 dólares/dia.
Eu também comecei a fazer artesanatos, fotos postais  e, às vezes, comidas (brigadeiro) pra vender. Mas na verdade não sou muito boa pra vender coisas. Na maioria das vezes eu trocava os “meus produtos” por comida, frutas, principalmente nestas barracas de beira de estrada. Ou, eu simplesmente presenteava as pessoas que me ajudavam pelo caminho. Acho que desenvolvi uma boa relação de troca e isso se tornou uma maneira diferente de obter coisas, sem necessariamente precisar de dinheiro e, ainda, deixando  suas boas energias pelo caminho.
Mas, já encontrei viajantes que tinha como orçamento diário 3 dólares e outros com muito mais. Ou, seja, pra viajar basta vontade e aí cada um se adapta à sua realidade.



  • Barraca: Qual barraca você usa? Tres ou quatro estações?

Resposta: Acabei comprando uma 3 estações. Foi um pouco cara, mas em nenhum momento me arrependi. Ela foi minha casa por 2 anos e deu conta do recado numa boa. Em temperaturas extremas, como a -15º ou no calor do deserto a mais de 40º (aí só ar condicionado salva), ela respondeu às expectativas. A minha é uma MSR Hubba Hubba NX tent, super recomendo. Inclusive, acho que a MSR devia me presentear com uma barraca nova, de tanto que já fiz propaganda pra eles...conheço pelo menos uns 5 cicloviajantes que compraram uma por indicação minha! :P

Veja aqui o post sobre equipamentos!

  • Fogareiro: E qual fogareiro? Pensei em comprar um MSR...bom, de todas as marcas vi prós e contras...mas tudo na vida é assim. Se puder me ajude.


Resposta: Acabei comprando um fogareiro da marca MSR mesmo. E achei muito bom. Nele é possível usar vários tipos de combustível (querosene, benzina branca, gasolina e gás) e não me deixou na mão nem quando eu precisei usá-lo a mais de 5.000 metros de altitude em uma temperatura negativa. Realmente também vale o investimento. Mas como eu já disse em outros posts, também vi pessoas viajando com outros tipos de fogareiros, bem mais simples, e até artesanais (como os que são feitos com latinha de cerveja) e funcionam perfeitamente.

Veja aqui o post sobre equipamentos!

  • Bagageiros: O Bagageiro qual vocês usam?


Resposta: Eu não tive uma experiência boa com o bagageiro que usei nas minhas primeiras viagens. Era um da marca Topeak, e , mesmo usando menos peso que o recomendado, ele quebrou mais de uma vez. Então, resolvi que pra essa viagem longa, que eu iria com muito peso, este item tinha que ser mesmo muito bom. Pesquisei, pesquisei, pesquisei, muito!!! O que eu encontrei foi que uma marca chamada Tubus era a preferida dos ciclorutistas da gringa.
Mas continuei pesquisando, porque estava difícil conseguir importar estes, e descobri uma marca canadense chamada Axiom. Acabei comprando os bagageiros dianteiro e traseiro desta mesma marca. Porém, os dianteiros, por serem de alumínio, se quebraram com 6 meses de viagem (continuei usando eles quebrados até o fim da viagem sem nenhum outro problema). Já o traseiro é feito de um material bem resistente, tipo ferro. Procurei no site dele, e acho que pararam de vender. Ele realmente é muito bom e eu espero usá-los por muito tempo.
http://www.axiomgear.com/

  • Medo: Em algum momento da viagem, vocês sentiram medo? Principalmente medo das pessoas?


Resposta:Já falei algumas vezes sobre o medo. Eu senti medo, antes de sair, durante a viagem. O medo é algo que faz parte do ser humano. As pessoas diziam: você é louca, vai viajar sozinha de bicicleta, você é uma mulher, é muito perigoso. Isso eu escutei antes, durante  e depois da viagem. Na verdade escuto até hoje! As pessoas estão acostumadas com o que a televisão mostra. O que o noticiário mostra todo dia são notícias ruins. As pessoas têm medo das pessoas. Medo do outro ser humano que está à sua frente. Eu não posso dizer que eu não tinha medo, porque eu tinha! Eu estava envolvida com isso tudo também. No decorrer do meu caminho eu vi que as pessoas são tão boas, que eu não precisava ter medo do outro e que na verdade o outro estava ali pra me ajudar. Sempre que eu me aproximava de uma pessoa eu tinha como pensamento que ela tinha algo bom, eu nunca ia com pensamento negativo. Mas o medo deve existir, ele só não pode te paralisar. E aí, eu decidi seguir mesmo com medo.
Eu já cheguei a sentir medo de algumas pessoas que paravam os carros e me abordavam na estrada, num primeiro momento, às vezes tinha medo, mas depois eles só queriam saber da minha história ou tirar uma foto. Às vezes ofereciam ajuda sem que eu pedisse.
Foram tantas situações como essas, mais no início da viagem,  onde eu ainda estava impregnada com esse medo imposto pela sociedade, que nos massacra todos os dias com os noticiários dizendo que as pessoas são ruins. Mas depois, eu fui vendo, no meu dia-a-dia que era diferente… na verdade as pessoas, em sua grande maioria, são boas.
Na verdade é isso, o que desejamos é o que normalmente acontece, e o mundo é uma cadeia de reações. Tenha boas ações e pensamentos e, sem que você perceba, isso volta pra você.
Mas, com a viagem aprendi a respeitar muito a natureza e sua força inacreditável. Os poucos momentos que me vi em perigo foram por alguma força natural que estava fora do meu controle, forte vento, uma ressaca no oceano pacífico em que quase me afoguei, na floresta amazônica, na Guiana, em uma estrada deserta em que vi pegadas de onça...mas foram situações que terminaram bem!

  • Equipamentos (des)necessários: Dos itens que você colocou lá no site em equipamentos, tem alguma coisa que no caminho você viu que não era necessário? E alguma outra que você acha que faltou?


Resposta: Coisas que descartei pelo caminho foram algumas roupas que levei a mais. Quando a gente sai acha que tá levando pouca coisa, pois estamos acostumados a ter  muito nos armários de casa. Mas a vida na estrada é diferente, então vi que tinha algumas peças que não iria usar.
Como roupas (vestido -saí com 2 acreditem, blusinhas), maquiagem (acreditem, eu coloquei na necessaire base e bluch ), camell back (aquelas mochilinhas com reservatório de água), creme de corpo/rosto (no fim fiquei usando só bepantol e hipoglós pra tudo...hidratação de corpo e rosto)
Algumas coisas eu vi que foram muito úteis nesta viagem. Começo pela frigideira. SIM. Já no meio da viagem, comprei uma frigideirinha, bem pequena, mas essas de verdade, de teflon. Gente, minha vida mudou depois desta frigideira. As comidinhas tinham cara de feitas em casa. O ovinho frito saia perfeito. Omeletes. Verduras refogadas. Como diria meu amigo, até tortilhas espanholas eu consegui fazer. Sem contar que no Brasil, todos os dias tinha tapioca!!! Por isso, é um item que super recomendo.
Outro item que foi muito útil foi a rede. Mas calma, não essas redes grandes. Usei uma bem compacta da marca KAMPA. Não pesa quase nada, e poder tirar aquele cochilo depois do almoço, debaixo da sombra de uma árvore, não tinha preço.
Outra coisinha que foi minha companheira do começo ao fim foi uma garrafa térmica. Gente, isso é qualidade de vida. Imagina, no inverno ter aquele chá quentinho, quando as temperaturas castigavam. E no verão, quando bate aquele sol, que ninguém aguenta mais, você tira a garrafinha e a água ainda está gelada. Gente, sério é tudo de bom.
Tenha um lençol. Sim, um lençol de solteiro. É uma delícia deitar no colchão inflável, essa coisa plástica, com um lençol por cima. Parece que você está numa cama de verdade. E no verão não tem nada melhor pra dormir. Passei a fazer isso quando estava pedalando pela Colômbia. De tanto calor mal podia olhar pro meu saco de dormir. Foi aí que decidi comprar um lençol e foi a melhor coisa do universo.

  • Banco: O banco brooks, vc acha que realmente fez mesmo muita diferença? Já tinha experimentado outros bancos antes?


Resposta:Então, o banco é algo importantíssimo, certo? Se for incômodo, pode fazer você desistir da sua viagem. Por isso, como tudo, pesquisei sobre esses famosos bancos da marca Brooks. Os mais recomendados são aqueles de couro, que se moldam ao seu corpo, e, que segundo a maioria dos viajantes que o utilizam, dizem que é excelente.
Já estava quase comprando um destes, até que vi que existia um outro modelo Brooks, mais moderno, de material ecologicamente correto, resistente a água e com essa mesma característica de se moldar ao corpo. Pensei: é esse!!!
Mas gente, na boa, não me adaptei.
Doía tudo. Com menos de um mês de viagem comprei uma capinha de gel pra colocar por cima dele, mas aí era algo ruim, porque criava assaduras, já que a capinha se movia com o pedalar.
Depois de alguns meses, vi que o melhor a fazer seria comprar outro. Seria impossível pedalar assim.
Comprei um outro banco, do mesmo modelo que veio na bicicleta. Não é bem esse, acho que não vende mais, https://www.specialized.com/br/pt-br/women/saddles/womens-body-geometry-comfort-gel/105585 , mas era da mesma linda.
Funcionou perfeitamente e o uso até hoje e sinto muito conforto.
Mas com relação ao Brooks, acho que a questão é muito pessoal. Minha amiga Andrea comprou um deste mesmo Cambium e se adaptou perfeitamente.

Bom, acho que estas foram algumas dúvidas.

Caso eu encontre mais algum e-mail perdido, das antigas, vou complementando o post depois.

Abraços a todos, e caso alguém tenha dúvida, não se acanhe...podem enviar. Responderei com maior prazer!!!
O próximo post será um mix das muitas perguntas que recebo com frequência!!!!




Bons pedais pessoal e até as próximas!!!
                                                 

Comentários

  1. Querida Ada, estou orgulhoso de ti, orgulhoso e admirado em ver que aquela guria "que gostava de correr" ja quase deu a volta ao mundo. Quem começa não para...

    Aos que te acharam como louca, acredito que seja mesmo, ja que "loucura e a capacidade de fazer o que muitos tem vontade mas não tem coragem."
    Um abraço
    Botareli

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    Respostas
    1. Botareli,

      que linda mensagem. Me emocionei. Que saudades desses tempos em SHA com essa turma linda.
      Espero mesmo não parar e poder viver cada segundo dessa vida tão linda né?
      E você como anda?
      Espero que tudo bem!!!!
      Abraços

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